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Veja vídeo do repórter atacando Bush com sapato 
Durante entrevista no Iraque, um jornalista iraquiano atirou seus sapatos contra o presidente americano George Bush e o chamou de "cachorro". O repórter foi expulso do local e o presidente, que se desviou das sapatadas, ironizou o episódio e voltou a responder às questões dos repórteres.

George W. Bush, como sempre, defendeu a invasão ao país árabe e disse que a guerra "ainda não acabou". A apenas 37 dias de entregar a Casa Branca ao presidente eleito Barack Obama, o chefe de Estado afirmou que "a guerra foi difícil, mas necessária para proteger os EUA e dar ao Iraque a esperança de um futuro pacífico". Como em ocasiões anteriores, protestos não faltaram:

Assista ao vídeo das sapatadas

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Crise pode assumir novo perfil com moratória do Equador e outras que poderão ocorrer 
A crise financeira mundial deve assumir um novo perfil, agora que os países pobres, premidos pelas suas conseqüências devastadoras, começam a partir para o calote. Hoje, é o Equador, que vem a declarar moratória de sua dívida externa após decisão de não pagar a parcela de US$ 30,6 milhões do seu bônus global 2012, que vence na segunda-feira.

Outros países, de peso maior, em termos estratégicos ou geopolíticos, podem seguir este caminho, sobretudo se persistir a queda do preço do petróleo, hoje abaixo dos 40 dólares, e que constitui a base da economia de muitos deles, inclusive do próprio Equador. Tais países, já envolvidos em sérios contenciosos de ordem política com seus credores, casos do Irã e da Venezuela e alguns outros, poderiam seguir o mesmo caminho do default, numa espiral que poderá arrastar outros povos atolados na dívida e na ciranda financeira.

A última moratória de que se tem notícia foi aquela declarada pelo ex-presidente da República, Itamar Franco, ao assumir como governador do Estado de Minas Gerais. Ele decretou a moratória do Estado de Minas Gerais, alegando a necessidade de se empreender uma auditoria na dívida estadual que, entre outros pontos, era atrelada a uma taxa de juros de 7,5% ao ano, enquanto estados como São Paulo negociaram suas dívidas a uma taxa de 6%.

O mercado mundial, sobretudo o de ações, sofreu forte abalo com a moratória mineira, mesmo em se tratando de uma atitude isolada de um estado brasileiro em relação ao governo federal de seu país. É que o mercado vinha se refazendo da crise financeira asiática, que, em 1997 atingira seu auge, depois de provocar a quebra do México e dos chamados Tigres da Ásia e, em seguida, da Argentina e da Rússia.

O apelo ao calote, por parte do Equador, ainda ocorre num momento de grande tensão com a ameaça de falência das três principais fábricas de automóveis dos Estados Unidos - GM, Chrysler e Ford - e os tumultos estudantis que convulsionam a Grécia e começam a estender por potências européias.

Equador - O Equador é hoje dirigido por um jovem economista formado nos Estados Unidos, Eduardo Correa, que se transformou num líder nacionalista, na mesma linha de Hugo Chávez, da Venezuela, e de Evo Morales, da Bolívia.

Correa, que já havia declarado sua intenção de não pagar uma dívida ao BNDEs, do Brasil, defendeu sua decisão de não continuar pagando suas obrigações externas com a tese de "ilegalidade" e "ilegitimidade". Uma auditoria, por ele conduzida, da dívida determinou estes fatores na maioria de suas modalidades, especialmente a dívida comercial e parte de créditos multilaterais e bilaterais.

- Dei a ordem para que não sejam pagos os juros, então o país está em falta, em moratória de sua dívida externa - disse Correa em uma declaração a jornalistas na cidade portenha de Guayaquil. - Todavia, seguimos estudando com advogados nacionais e internacionais as estratégias jurídicas para impugnar uma dívida ilegal e ilegítima - acrescentou. (Detalhes no Globo)

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Protestos estudantis na Grécia começam a espraiar-se pela Europa 
Os protestos estudantis que convulsionaram a Grécia nos últimos sete dias, já ensaiam espraiar-se pela França, Espanha, Dinamarca e Itália. Líderes europeus temem que os protestos se avolumem em seus países e, em um contexto de crise, criem uma onda antiglobalização.

Na Grécia, os distúrbios começaram no último sábado após a morte de um estudante de 15 anos pela polícia, em Atenas. O episódio acabou tornando-se um catalisador de insatisfações (o desemprego entre os jovens chega a 26% e a educação foi sacrificada para beneficiar o chamado livre mercado) com as políticas do primeiro-ministro direitista Costas Karamanlis. Centenas de lojas e carros foram danificadas pelo país.

Em Paris, cerca de 300 pessoas fizeram inicialmente uma manifestação pacífica de apoio aos estudantes gregos em frente à Embaixada da Grécia. Depois, porém, houve conflito com a polícia e o bloqueio parcial da avenida mais conhecida da cidade. Na quinta, episódios similares haviam ocorrido em Espanha, Itália e Dinamarca. (Mais detalhes na Folha, só para assinantes.)


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Antitabagismo: Pedem a Obama que pare de fumar 
(Da Folha de S. Paulo) Grupos anti-tabagismo pediram nesta sexta-feira que o presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, abandone o vício como forma de estimular mais pessoas a pararem de fumar.

O presidente eleito, Barack Obama, prometeu que não voltará a fumar na Casa Branca
Os defensores afirmar que estão "contando com Obama como um modelo a ser seguido por outras pessoas que tentam parar de fumar, como prova de que ele próprio pode ser um exemplo de como tudo é possível na América".

"É uma oportunidade maravilhosa. Ele [Obama] está em uma posição de ajudar as pessoas a compreender que é difícil resistir, mas ele poderá ajudar os 43 milhões de adultos americanos que fumam a largar o vício", disse Cheryl Healton, presidente da American Legacy Foundation, um grupo baseado em Washington que visa prevenir tabagismo entre os jovens.(Continua...)

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Governador maranhense denuncia golpe da oligarquia para afastá-lo 
Maranhão, a galápagos política
Por Jackson Lago, Governador do Maranhão

Arma-se um golpe no Maranhão. Trama-se, nos bastidores, um golpe contra a democracia. O objetivo é a reintegração de posse de um feudo político, o usucapião vitalício e hereditário do Maranhão. Melhor seria decretar o território maranhense a nossa galápagos política. Lá, fica revogada a alternância de poder.

Proíba-se a imprensa nacional de perscrutar nossa história. Na galápagos só entram os cientistas políticos, curiosos para estudar algumas espécies raras, extintas no território nacional e que ainda vicejam no Maranhão. O velho oligarca, a filha do oligarca, onde mais no país, senão na nossa galápagos, podemos estudar com darwiniana curiosidade tão raros exemplares da evolução política brasileira?
Arma-se um golpe no Maranhão, como se não houvesse juízes em Brasília. Alega-se desequilíbrio na disputa, por conta de convênios legalmente firmados entre o Governo do Estado e municípios. Imputa-se a mim, candidato sem mandato, sem cargo público, sem tempo no horário eleitoral, imputa-se a mim esse desequilíbrio. Mas na nossa galápagos, não é desequilíbrio que o grupo familiar de uma candidata seja proprietária de 90% de toda a mídia do Estado. Não desequilibra o pleito que o Fórum da capital tenha o nome do pai, e o Tribunal de Contas do Estado ostente o nome da filha. Em nome do pai e da filha e do santo espírito da democracia, nada perturba nossa galápagos.

Nomeiam hospitais, escolas, pontes, centros administrativos, ginásios de esporte, vilas e até municípios. Criou-se até o gentílico sarneyense, para quem nasce no município de Presidente Sarney. Contra a lei, contra a moral, contra tudo. Continua...
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Lula insatisfeito com o Palácio do Planalto 
(Do Estadão) O mais importante endereço de Brasília, o Palácio do Planalto, onde despacha o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, está cheio de goteiras, mofo e gambiarras e precisa de uma revitalização urgente. A avaliação é do próprio Lula, que ontem se encontrou com o arquiteto Oscar Niemeyer para discutir uma reforma geral. "Uma favela!", teria dito o presidente, segundo pessoas que acompanharam a conversa.

Lula se queixou ainda do excesso de salas e paredes que, na avaliação do presidente, descaracterizaram o projeto original de Niemeyer, inaugurado por Juscelino Kubitschek em 1960.

"Muitos presidentes que passaram por aqui fizeram pequenas modificações que desfiguraram o palácio", avaliou Lula. Grande parte dos puxadinhos e gabinetes foi erguida, no entanto, para abrigar os apadrinhados do atual governo.

Estima-se que mais de 600 pessoas trabalham nos quatro andares e no subterrâneo do prédio principal. A meta é transferir 400 funcionários para outros prédios da Esplanada dos Ministérios. Atualmente, há 1.750 funcionários (já foram 3 mil) em todo o palácio, o que inclui os prédios anexos. Fala-se até em construir um quinto edifício. (Continua...)

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Livro adverte para o mito do colapso americano 
A Editora Record e a Livraria Argumento lançam nesta quinta-feira (11), no Rio de Janeiro, o livro “O mito do colapso do poder americano”, de autoria conjunta de José Luís Fiori, Carlos Medeiros e Franklin Serrano professores do Núcleo de Estudos Internacionais do Instituto de Economia, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Em meio à grave crise econômica que assola todas as nações do planeta, os autores argumentam que a desordem, a crise e as guerras fazem parte de uma transformação de longo prazo. E isso aumenta naturalmente a pressão competitiva dentro do sistema mundial e provoca uma nova corrida imperialista entre as grandes potências. O lançamento ocorrerá às 19 horas, na Livraria Argumento Copacabana (Rua Barata Ribeiro, 502).

O livro surgiu durante uma conversa entre os três professores no final de 2007. Na ocasião, eles debateram sobre a abordagem de políticas internacionais, que acreditavam estar muito defasada , relata Franklin Serrano. Com a recente crise na economia norte-americana, iniciada com o colapso do setor imobiliário, a obra acaba por caracterizar uma fase imediatamente anterior à conjuntura atual. (Mais em Carta Maior)


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Crítica do filme "Terra Vermelha" 
Por Reynaldo Domingos Ferreira
Veja crítica dos outros filmes


Em Terra Vermelha, o cineasta Marco Bechis mostra o desigual confronto, que se trava, em sentido metafórico, entre índios guaranis kaiowás e fazendeiros, plantadores de soja ou de cana, invasores de suas terras, na região de Dourados, Mato Grosso do Sul, deixando-os como parias, sem opção de vida, o que, segundo se admite, seria a causa determinante de muitos deles, jovens, serem levados a cometer o suicídio.

Usando linguagem documental, mas fazendo também dramaturgia, o chileno Bechis, realizador de Figli (Hijos) sobre crianças argentinas, filhas de políticos desaparecidos durante o regime militar, faz, no filme, um relato dramático do conflito. Pretende com isso, segundo declarações por ele dadas à imprensa em Veneza - onde a película foi exibida na abertura do Festival de Cinema deste ano - sensibilizar principalmente o público do Brasil sobre a questão. Acho que esse é um acerto de contas – ele disse – que tem de ser feito entre brasileiros. Continua...
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Estadão reproduz reunião dos militares ao baixarem o AI-5 
AI-5 ou Ato Institucional número 5 é o ato discricionário baixado em 13 de dezembro de 1968 pelo regime militar e que fechou o Congresso, retomou as cassações de mandato, as prisões indiscriminadas e a censura absoluta. Era o endurecimento dos militares, que haviam dado o golpe em 1964, mas que até ali tinham relutado em estabelecer a ditadura de fato. Eles preservaram o Parlamento e até adotaram uma nova Constituição, a de 1967, a qual, embora autoritária, havia sido discutida e aprovada pelos parlamentares da Câmara e do Senado. Mas, na noite daquele 13 de dezembro, diante das manifestações de protestos dos estudantes, como a passeata dos 100 mil, e a movimentação dos políticos em torno da Frente Ampla, os generais, reunidos no Conselho de Segurança Nacional (Presidente, vice-presidente, ministério e forças armadas), decidem instituir a ditadura absoluta, que foi até o chamado do processo de abertura, que culminou com a entrega do poder a um civil, o senador José Sarney, em 15 de março de 1985. Para marcar os 40 anos do AI-5, o jornal O Estado de São Paulo, traz agora a íntegra dessa reunião, que reproduzimos neste blog, juntamente com a entrevista com o jornalista Carlos Marchi, que pesquisou o material.

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Crítica do filme "Queime depois de ler" 
Por Reynaldo Domingos Ferreira
Veja crítica dos outros filmes


Para insinuar que a agência de inteligência norte-americana, CIA, não seria mais aquela dos tempos da Guerra Fria, isto é, que teria perdido, nos dias atuais, sua utilidade, os Irmãos Joel e Ethan Coen realizam, em Queime Depois de Ler, uma instigante comédia, de humor negro, na qual exploram também, com fina ironia, as futilidades – inerentes, segundo eles, ao mundo das academias de ginástica - da vida moderna.

Com base num roteiro bem urdido e estruturado, em que o argumento conta menos do que a caracterização das personagens - niveladas quase todas pelo denominador comum da imbecilidade –, os detentores do Oscar de Melhor Direção do ano passado demonstram, mais uma vez, competência na maneira como abordam o tema, contando para isso também com excelente fotografia, boa trilha sonora e um elenco de grandes atores.

A história é a de um analista da CIA, Osbourne Cox (John Makovich), que é chamado à sede do órgão, em Arlington, para - malgrado o estardalhaço que faz - ser sumariamente demitido de suas funções por problemas de alcoolismo. Ao regressar a casa, em Georgetown, Cox, ainda remexendo gelos num copo de uísque para se acalmar, recebe da esposa Katie (Tilda Swinton) as mais ácidas repreensões por haver se esquecido de apanhar canapés de queijo e de outras iguarias a fim de recepcionar os amigos que estão para chegar. Continua...
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Nokia apresenta seu rival (N97) para o iPhone 
A Nokia, maior fabricante de celulares do mundo, apresentou nesta terça-feira (2) o celular N97, novo modelo da linha N-series, uma das grandes concorrentes do iPhone. O aparelho tem tela sensível ao toque, atrativo já presente no rival produzido pela Apple, e teclado em formato QWERTY (tradicional).

O N97 tem tela de 3,5 polegadas, câmera de 5 Megapixels e 32 Gbytes de memória, extensíveis para 48 Gbytes com uso de cartão externo. Possui também sistema de GPS e conexão à internet pelo sistema HSDPA (High Speed Downlink Packet Acess), também conhecida como 3,5G, que propicia maior velocidade que a já rápida rede 3G. É possível também acessar a rede pelo sistema WLAN (rede local sem fio).

Nokia N97 tem tela sensível ao toque e teclado em formato QWERTY (tradicional). No mês passado, a empresa começou a vender no Brasil o modelo mais recente da linha N-series, o Nokia N96, a um preço sugerido de R$ 2.399. Segundo a empresa, a expectativa é que o preço do N97 chegue ao mercado em junho do ano que vem, custando 550 euros (R$ 1.600), sem contar impostos ou subsídios.

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Crise aguça o fantasma das rebeliões 
(Por José Luis Fiori) Finalmente, sobre este pano de fundo se deve e pode calcular o impacto da nova crise econômica mundial. Será prolongado e deverá atingir todas estas "zonas de fratura", acentuando suas tendências mais perversas. Por isto, neste momento, apesar de que se fale muito de economia, existe um outro fantasma que ronda o mundo e assusta mais os seus dirigentes: o fantasma das rebeliões.

"O mais provável é que voltem à ordem do dia as revoltas e revoluções sociais. Elas não serão socialistas nem proletárias, mas adquirirão maior intensidade e violência nos territórios situados em "zonas de fratura"."

Não existe uma teoria da revolução, existem várias. Mas quase todas reconhecem a existência de um denominador comum, na experiência revolucionária dos séculos XIX e XX: as revoltas acontecem - quase sempre - em sociedades fraturadas, com estados enfraquecidos pelas guerras e por grandes crises econômicas, e situados em "zonas de fratura", onde se concentra a pressão geopolítica da disputa entre as grandes potências. É nestes territórios, que costumam nascer e multiplicar-se as rebeliões mais importantes e resistentes, que são sempre violentas, mas não têm homogeneidade ideológica e não produzem grandes mudanças estruturais imediatas, como costuma acontecer no caso das revoluções sociais e políticas bem sucedidas. (Continua em Carta Maior)

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Eleições na AL - Urubus e aspirinas 
(Por Emir Sader, da Carta Maior) No momento da posse de Fernando Lugo, como primeiro presidente democrático do Paraguai, terminando com a ditadura de 60 anos do Partido Colorado, a revista The Economist dizia que aquele seria o último presidente de esquerda a ser eleito na América Latina. E, como urubus, afirmavam que a nova agenda trazida pela recessão – duras políticas de ajuste – e a violência dominariam a pauta política do continente e como a exploração desses temas são essencialmente de direita, voltariam governos conservadores na América Latina.

Se esqueceram que, aqui onde estou, em El Salvador, pela primeira vez a Frente Farabundo Marti é claramente favorita para eleger o jornalista Maurício Funes, presidente da República, no dia 15 de março. Erro de avaliação ou desconhecimento da revista inglesa ou tentativa de fazer dos seus desejos, realidade.

A mesma coisa acontece com os urubus da imprensa em geral. Em toda a primeira metade do ano acenaram com o risco de descontrole inflacionário, sem se dar conta da recessão, já instaurada naquele momento, na economia dos EUA, com possibilidades reais de propagação para outros países, que gera riscos de deflação, exatamente ao contrário do que diziam os urubus. Erro de avaliação ou desconhecimento ou tentativa de fazer passar seus desejos mórbidos pela realidade.(Continua...)

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Tratamento pela mídia de Lula e FHC. Adivinhe quem ganha 
(Do site Congresso Em Foco, enviado por Márcio P. Braga)Uma análise sobre a cobertura da imprensa revela que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso foi tratado com condescendência pela mídia brasileira, ao longo de seus oito anos de mandato, e passou incólume mesmo quando os escândalos batiam à sua porta. A mesma sorte não tem o presidente Lula, sempre retratado com desconfiança pelos principais jornais do país e associado diretamente às denúncias de irregularidade de seu governo.

Essa avaliação é feita pelo professor da Universidade de Brasília (UnB), David Renault da Silva, autor da tese de doutorado Nunca foi tão fácil fazer uma cruz numa cédula? A Era FHC nas representações da mídia impressa.

“Mesmo quando se fala mal do governo do Fernando Henrique, tenta-se preservar sua figura do presidente”, diz o diretor da Faculdade de Comunicação (FAC) da UnB. “O presidente Lula não adianta dizer que ‘não sabe’. Mas o FHC podia dizer, porque ele era um intelectual. O raciocínio é que ele não se metia nessas coisas menores. O Lula, o PT, não é um candidato da imprensa nacional. A grande imprensa nacional não é petista, não tem interesse que o PT se mantenha no poder”, acrescenta. (Continua...)

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